O Ano de 2022 marca o aniversário de 110 anos de Luiz Gonzaga, nosso eterno Rei. Este ano, de forma extraordinária, suas festividades, assi...
O último mês de julho foi muito especial para o Forró e, especialmente, para a vila de Itaúnas, localizada ao norte do Espírito Santo.
Além da ansiedade dos forrozeiros em desfrutar da verdadeira
meca do Forró, após dois anos fechada por conta da pandemia, produtores e
organizadores prepararam suas casas para uma semana muito especial.
Enquanto o Bar Forró tocava a 20ª edição do FENFIT, o Buraco
do Tatu estreava o festival Matrizes. Cada um com seu objetivo, mas ambos
valorizando o pé de serra.
A apreensão inicial, que era se a vila suportaria dois
festivais de Forró ao mesmo tempo, deu espaço a tranquilidade.
O EQM conversou com os organizadores do FENFIT e do Festival
Matrizes, respectivamente, Juliana Matos e Jefferson Loureiro e com os
produtores Will Santos e Fábio Madruga e todos avaliaram positivamente seus
eventos.
“Os 20 anos do Fenfit foi lindo. Uma programação de primeira linha do forró, artistas
renomados e bandas concorrentes bem-preparadas para o concurso! O público sempre
é bem satisfatório no Fenfit Bar forró, pois 20 anos não são 20 dias. Temos uma
história de respeito e admiração pelo forró! Sobre ter dois eventos na mesma
data, primeiro vem o respeito para com o mais antigo a qual já tem uma data
fixa e está no calendário de eventos Estadual e Municipal, tendo toda essa
pegada cultural. Segundo se houvesse respeito não inventariam festivais na
mesma data do maior evento de forró que perdura por 20 anos para confundir a
cabeça do forrozeiro.
Se houver respeito, todos ganham, as casas de shows, a vila
e principalmente os forrozeiros”, disse Juliana Matos, organizadora do FENFIT.
“Minha avaliação é totalmente positiva. Tivemos um público
muito bom, até um pouco acima da nossa expectativa. O evento teve uma
repercussão muito boa e na parte de organização foi muito elogiada pela galera
forrozeira. Eu acredito, com muita convicção, principalmente por causa do
asfalto, que Itaúnas comporta dois festivais. E quanto mais as casas
investirem, mais Itaúnas vai ganhando repercussão nacional e internacional”,
disse Jefferson Loureiro Vacari, organizador do festival Matrizes.
"Eu achei muito bom o trabalho que aconteceu em
Itaúnas. Teve público para todas as casas. O Forró tem um ecossistema, mas
também conversa muito bem com o público de “fora”, que vai na vila para curtir,
um público mais local. Foi interessante
que todas as casas abriram ao mesmo tempo, foi uma concorrência que fez com que
todos trabalhassem melhor em busca de público. E quem ganha com isso é o
forrozeiro, que está indo curtir aquele momento”, disse Fabio Madruga, um dos
produtores do festival Matrizes no Buraco do Tatu”.
“A Pluralidade é sempre válida para dar uma experiência
diferente ao forrozeiro que vem de diversos lugares do mundo. É importante que
tenha cada vez mais casas, mas o que é crucial, é a união entre as casas. Por
mais que tenham 8 mil pessoas na Vila, essa junção em fazer algo em harmonia,
com que os forrozeiros consigam usufruir, é muito importante. Quanto mais
pessoas, programação, músicos e mais ações culturais é importante, mas temos
que pensar na Vila como um conjunto só”, disse Will Santos, produtor do FENFIT
2022.
O último mês de julho foi muito especial para o Forró e, especialmente, para a vila de Itaúnas, localizada ao norte do Espírito Santo. A...
A 20ª edição do FENFIT, o maior festival de Forró do mundo, chegou ao fim, há algumas semanas. O grande campeão foi o pernambucano Ítallo Costa, que levou para casa o prêmio de R$ 5 mil, com a canção “Amor Próprio”.
O EQM conversou com o forrozeiro que conheceu este universo em 2008, quando começou a se interessar pela sanfona.
Confira o bate papo:
EQMescapuliu- Você já havia participado do FENFIT?
EQM- Conhece a cena do Forró Pé de Serra do sudeste? As informações chegam no Nordeste também?
Ítallo - Conheço a cena do Sudeste. Em 2014, eu fiz uma turnê com a cantora Iria Oliveira. Passei dois meses tocando em algumas casas. Neste período, fui à São Paulo também. As informações chegam através dos amigos, principalmente dos sanfoneiros, somos um grupo bem unido.
Viva o Forró!
A 20ª edição do FENFIT, o maior festival de Forró do mundo, chegou ao fim, há algumas semanas. O grande campeão foi o pernambucano Ítallo C...
Já era de se esperar que, após recusa em gravar álbum junto com Sergio Reis, grupos ligados à atitudes antidemocrática e que flertam com o autoritarismo atacariam a nossa Rainha do Forró Anastácia.
Do modus operandi conhecido, essa gente -e os robozinhos também- correram para as redes sociais para tentar diminuir os 60 anos de carreira da Rainha do Forró.
Mulher e Nordestina! Essas atitudes de desdém só mostram o quanto é uma guerreira o contra o que ela teve que lutar ao longo de sua carreira!
O mais engraçado, mas que não tem graça nenhuma, é que o ataque parte de pessoas que se dizem religiosos e patriota, mas que preferem beijar bandeiras de outros partidos ao invés de defender uma cantora de tamanha relevância para a cultura Brasileira!
É, meus caros patriotas, a perguntinha cheia de ironia: “Quem é Anastácia?” Não será respondida por mim, pois estamos cansados de entregar tudo de mão beijada para pessoas preguiçosas como vocês.
E tem mais, o fato de você não saber quem é Anastácia, mostra mais a sua ignorância cultural do que falta de relevância dessa icônica compositora e cantora.
Ah, se você realmente quer conhecer Anastácia. No Instagram dela tem um monte de informação. Algumas revistas também fizeram matérias bacanas nos 80 anos de vida. Isso sem contar os livros que retratam a sua história.
Você também pode pedir para o @zambumbeaba contar a história dela de uma forma mais divertida e direta.
Enfim, estudem!
RESPEITEM ANÁSTACIA Já era de se esperar que, após recusa em gravar álbum junto com Sergio Reis, grupos ligados à atitudes antidemocrática ...
Em meio à maior crise sanitária do Brasil, no período em que estamos atingindo a marca de 288 mil mortos pela Covid-19, uma luz.
Em meio a uma enxurrada de notícias ruins, um cenário econômico péssimo e uma onda de negacionismo forte, a esperança.
É neste clima que o novo single do Peixelétrico, banda de forró pé de serra, que há mais de 21 anos encanta seu público, chega à todas as plataformas digitais. E o nome não poderia ser melhor “Tudo vai passar”!
Escrita pelo vocalista da banda, Ricardo Trip, a música, que é a cara do trabalho do Peixelétrico, conta com a participação dos seu filho de 10 anos, Davi.
Além de nos trazer esperança, a letra é um convite para uma importante reflexão. Somente unidos seremos um povo melhor e o caminho é o amor.
“JUNTOS SEREMOS MAIS QUANDO A GENTE ENTENDER
QUE JUNTOS PODEREMOS SER MAIS
E COM AMOR TUDO TRANSFORMAR
E JUNTOS SABEREMOS SER MAIS SOLIDÁRIOS E MAIS HUMANOS
JUNTOS CUIDAREMOS MAIS DE TODA VIDA AO LONGO DOS ANOS”
A música, que ganhou vida com os músicos André Brito no triângulo, Luiz Santos na Sanfona e Paulo Henrique Alves na Zabumba, faz parte do novo álbum da banda, que será lançado em abril.
O Peixelétrico contou com a colaboração dos amigos Ricardo Prado, multi-instrumentista e produtor musical, na guitarra e do cantor e compositor Meno Del Pichia no Baixo.
As mulheres e Povos Indígenas ganharam voz através da bela contribuição da cantora, bailarina e ativista Naomy, que faz saudações em línguas de diferentes etnias dos Povos Originários, trazendo a força de um chamado ancestral de agradecimento e cura.
Em meio a toda essa loucura, ouvir esse som é o remédio que todos precisamos para curar um dia tenso! Portanto, ouça sem moderação!
Em meio à maior crise sanitária do Brasil, no período em que estamos atingindo a marca de 288 mil mortos pela Covid-19, uma luz . Em meio ...
No dia 3 de agosto de 2016, o Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou que o skate faria parte do programa olímpico de 2020, que depois, por conta da pandemia de coronavírus, foi transferido para 2021. Desse dia em diante, muito se discutiu sobre o futuro do carrinho e suas necessidades, além dos ganhos e prejuízos para o skate, que para muitos não é considerado um esporte.
Ainda neste ambiente, muito se especulou da necessidade de investimento por parte do poder público, seja através de construção de novas pistas ou no treinamento e incentivo de “atletas”, e das consequências de um crescimento desenfreado do skate com tanta visibilidade.
Em paralelo com esse momento e na contra mão da ideia de competição, skatistas, cansados de esperar por pistas públicas nas periferias de São Paulo, começaram a ocupar espaços públicos como quadras de esportes e até debaixo de viadutos que, no passado recente, eram proibidos para eles.
O skate voltava ao seu lugar de origem, as ruas!
Além de usar espaços que se encontravam abandonados pelos governantes e por frequentadores, os skatistas se uniram e começaram a construir pistas com as próprias mãos e os próprios recursos.
Podemos citar alguns exemplos bem emblemáticos na capital paulista, como a Prafinha, a Praça Dina, embaixo do Viaduto Pompéia, a Ponte Laguna, a Quadra da Espraiada e a Quadrinha da 99.
Não é difícil encontrar os skatistas fazendo convocação de vaquinhas e metendo, literalmente, a mão na massa!
O mais legal é que esses locais estão em constantes transformações, sempre com novos obstáculos e de braços abertos para receber novos frequentadores, desde que tenham muito respeito e humildade ao local e aos desbravadores.
Para quem quiser ajudar esses movimentos, basta ir até esses locais e trocar ideia com os skatistas. As redes sociais podem ajudar a estreitar os laços, os movimentos contam com perfis no Instagram.
Confira endereço e perfil dos locais
Prafinha : @asrpskate
Rua Ministro Nélson Hungria, 554 - Vila Tramontano- Zona Sul - SP
Praça Dina
Rua Luís Correia de Melo, 168 - Santo Amaro, Zona Sul- SP
Quadra Espraiada - @quadrespra
Rua Lacônia, 268 - Vila Alexandria, São Paulo - SP, 04634-050
Quadra da 99- @99plaza
Praça Tuney Arantes - Jardim Anhanguera, São Paulo - SP, 04675-040
Viaduto Pompéia
Ponte Laguna -
E para quem não conhece, existe também a Ruativa @ruativa, que é um coletivo de skatistas que constroe obstáculos em diversas áreas da cidade. Para conhecer mais, leia a entrevista que fizemos com eles.
Além das construções, esses movimentos incentivam na preservação do local, principalmente referente ao lixo gerado e ao barulho!
Conhece outro pico assim? Escreve ai nos comentários para que mais pessoas possam conhecer!
N o dia 3 de agosto de 2016, o Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou que o skate faria parte do programa olímpico de 2020, que depois...
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| Pesquisa foi realizado pelo perfil "O melhor do Pé de Serra". |
Todos sabem da importância da dança para a difusão de um ritmo. Quantas pessoas não tiveram o primeiro contato com o forró através de uma aula de dança de salão? Quantas pessoas não foram impactadas por aquela música alegre, levada através de sanfona, zambumba e triângulo, dentro de uma aulinha?
Lógico, também existem aqueles que procuram aulas e workshops para se aprofundar, adquirir mais conhecimento ou até mesmo se socializar e ajudar em algum processo de recuperação, físico ou psicológico.
Mas, segundo a pesquisa “O que os alunos esperaram dos professores de forró”, realizada pelo canal O Melhor do Pé de Serra e divulgada no último domingo (13), 60% dos entrevistados disseram que os professores não estão preparados.
Os números surgem em um período de ascensão desses profissionais, que, há algum tempo têm levado o conhecimento e um pouco mais do Brasil para o mundo.
Essas conquistas, talvez, possam explicar o número de pessoas que se aventuram em dar aula sem conhecimento.
Esses números também podem servir como um alerta para professores buscarem atualização e alunos buscarem profissionais qualificados.
Segundo a professora do Rio de Janeiro, Yse Góes, que foi a professora mais indicada na pesquisa, esse alto número é atribuído realmente ao despreparo de alguns professores.
“É o despreparo real dos professores; a falta de didática, de planejamento, de olhar sobre as dificuldades ou objetivo do aluno, sensibilidade, domínio de turma, sem conhecimento do processo de aprendizagem e metodologias de ensino. Agregado a isso, a visibilidade que o professor tem e as oportunidades que lhe são oferecidas como: viagens, vips, parcerias/ permutas enchem os olhos dos bons bailarinos”, falou.
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| Yse foi a professora mais indicada na pesquisa |
Para o professor de forró, Evandro Paz, é muito importante que não haja uma generalização e que os alunos procurem por uma aula que leve a abordagem que lhe interessa.
“Primeiro não podemos ser levianos e julgar todos/as que dão aula no mesmo balaio. Neste caso cabe pesquisar se o professor/escola tem o que o aluno/a está procurando. Existem alunos/as com vários interesses diferentes. Por exemplo, quem procura uma aula com mais ênfase em repertório, abordagem técnica de passos, sequência e estruturas, e encontra uma aula mais focada em entretenimento, ou socialização, pode achar a aula “fraca”. E quem quer mais a interação grupal, fazer amigos por exemplo, e cai numa aula muito técnica, pode achar chato, ou pesado”, explicou.
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| Evandro Paz e iris De franco, no Forró de Frankfurt Festival, 2019 ( Foto: Sneganna Friedrich) |
De acordo com a pesquisa, 88% já fizeram aula e dessas, 92% garantiram que a aula teve um papel importante na desenvoltura.
Ainda segundo a pesquisa, a falta de empatia, do professor diante as dificuldades do aluno, foi o principal motivo para desistência.
Manter o trabalho em alto nível, essa é a estratégia de Yse para conter os professores de ocasião.
“Não tem como a gente controlar, mas o que vai acontecer é que eles vão surgir, mas não vão se manter no mercado e vão sumir. O que nós podemos fazer, é trabalhar direito e tentar passar o conteúdo com a melhor qualidade possível para as pessoas conhecerem o seu trabalho e vendo a diferença entre os aventureiros e quem leva o trabalho sério”, finalizou.
Paz, que dá aula desde 1995, deu algumas dicas para os alunos não se decepcionarem com os professores e suas aulas.
“O ideal é que os alunos/as experimentem aulas em vários lugares, escolas, estilos, didáticas, metodologias, para ver onde se encaixam melhor com o que procuram, na fase em que se encontram. Para quem não sabe onde quer chegar, qualquer caminho serve”, disse Paz.
A pesquisa completa está disponível no canal “O Melhor do Pé de Serra”, no Youtube. Confira!
Pesquisa foi realizado pelo perfil "O melhor do Pé de Serra". Todos sabem da importância da dança para a difusão de um ritmo. Qua...
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