Imagem da edição 2023 do Bloco Forrozin, Mariana Aydar Foto: David C. Fugazza
Imagens do espetáculo do Beatles Cordel Fotos: David C. Fugazza
Para os amantes do forró pé de serra, não é difícil reparar que Luiz Gonzaga sempre se apresentava com uma sanfona branca, da marca Todeschini. E a cor não era por acaso, ela dava um contraste ao Gibão de couro cru que o Rei do Baião usava.
Mas a história por trás dessa sanfona, nem todos conhecem. As informações, eu obtive em um trecho do livro “Janela da Memória”, do escritor, jornalista e produtor cultural Ademir Antonio Bacca, que foi publicado em um jornal.
O que poucos imaginam é que os fatos aconteceram bem longe do sertão e do Rio de Janeiro, foi na cidade de Bento Gonçalves (RS), local onde ficava a fábrica da marca de sanfonas.
Segundo o texto, Luiz Gonzaga ligou para o diretor presidente da Todeschini, Luiz Matheus Todeschini e informou que estava indo até a cidade em busca da sua sanfona dos sonhos.
Chegando no município gaúcho, Gonzagão ficou hospedado por duas semanas na casa de Luiz. Foram quase dez dias de trabalho para que a sanfona mais famosa do nosso forró ficasse pronta!
Depois de 10 dias de confecção da sanfona, que foi completamente pensada para o Rei do Baião, a estreia aconteceu bem no centro da cidade gaúcha e contou com a presença do tradicionalista Edes Moré, acompanhado do filho Luciano, vestindo as roupas tradicionais gaúchas.
Gonzaga então trocou de chapéu com Moré, em um gesto que uniu Nordeste e Sul.
Dessa visita a cidade de Bento Gonçalves (RS) nasceu a música "Garota Todeschini", presente no álbum "Óia eu aqui de novo", em 1967, que é praticamente um agradecimento por tudo que aquela sanfona branca proporcionou para ele.
Mas, há uma certa dúvida se a música não foi feita para uma mulher e te explico os motivos do questionamento.
Durante a passagem de Gonzaga pela cidade, a fábrica estava escolhendo a rainha da Todeschini e a composição pode ter sido uma homenagem à Maria Helena, a escolhida como rainha.
Mas essa dúvida, fica para a imaginação de cada um de vocês.
P ara os amantes do forró pé de serra, não é difícil reparar que Luiz Gonzaga sempre se apresentava com uma sanfona branca, da marca Todesch...
VOCÊ SABIA QUE LUIZ GONZAGA FOI CONVIDADO PARA TOCAR EM UM FESTIVAL HIPPIE?
O festival foi pensado para ser uma espécie de Woodstock, mas o que diz a história é que ele teve um fim bem parecido com alguns festivais de forró pé de serra contemporâneos, com público muito abaixo do esperado, sem dinheiro para pagar os músicos, muita decepção e sem estrutura nenhuma.
Mas, assim como alguns festivais, sempre tem alguma banda que salva o rolê. E no Festival de Verão de 1971, realizado no Balneário de Três Praias, em Guarapari ( ES), um dos que salvaram foi Luiz Gonzaga. Acredite, o velho Lua agradou até os hippies.
De acordo com alguns jornais da época Luiz Gonzaga surpreendeu.
”A grande surpresa da noite - a apresentação do sempre querido Luiz Gonzaga, que provou que num festival, onde os jovens vão principalmente para ouvir música "pop", um cantor como ele pode agradar em cheio, como realmente aconteceu.
O artista reviveu alguns de seus sucessos: "Ainda Sou Rei do Baião", ''Asa Branca", "A Volta da Asa Branca" e "Ai Juazeiro". O importante é que a juventude o aplaudiu e ainda pediu bis”.
“O dono da festa, na segunda noite, foi o velho Luiz Gonzaga conseguindo no fungado da sua Carolina e no protesto da sua Asa Branca sacudir o público. Todos cantaram e aplaudiram de pé”.
“O velho Luiz Gonzaga foi aclamado como maior atração”
Na primeira noite, depois de um atraso de cinco horas, os pouco mais de 4 mil espectadores, menos de 10% do público esperado pela organização, começaram a jogar sacos de areia no palco, além das vaias.
Diversos cantores deixaram de tocar assim como Gal Costa, Roberto Carlos, Gonzaguinha, entre outros!
Essa apresentação foi muito importante para o legado do Rei do Baião.
BAIÃO DOS HIPPIES!
Mas o contexto da época precisa ser explorado muito mais, pois no final dos anos 60 e começo dos anos 70, Luiz Gonzaga e o Baião andavam esquecidos dos grandes centros midiáticos do Brasil! Eles eram vistos como cafona!
Por isso, a presença dele neste festival foi uma grande surpresa.
Quem estava surfando a moda era a Bossa Nova e Jovem Guarda.
Decepcionado, por volta de 1965, Luiz Gonzaga dava indícios que desejava parar de cantar! Mas, ao contrário disso, anos depois gravou “Óia eu aqui de novo”, onde no mesmo álbum, ele canta uma música em provocação aos ritmos da moda ....
🎶...Atenção senhores cabeludos
Aqui vai o desabafo de um quadradão...
.. Cabra que usa pulseira
No pescoço medalhão
Cabra com esse jeitinho
No sertão de meu padrinho
Cabra assim não tem vez não
Não tem vez não
Não tem vez não...🎶
No mesmo ano do festival, Gonzaga ensaiou uma aproximação com a MPB e gravou o álbum "O canto jovem de Luiz Gonzaga", que vale a pena ouvir e sentir a diferença para outros trabalhos.
Na capa, não tem sertão, não tem chapéu de couro e nem gibão. Na foto da capa, um cenário bem urbano com um grande prédio de fundo.
Depois disso, em 1972, a volta dele foi consolidada com uma apresentação no Rio de Janeiro, no tradicional teatro Tereza Rachel, quando ,o povo da zona sul conheceu Luiz Gonzaga e percebeu que ele não era cafona e sim um dos maiores artistas da música popular brasileira.
V OCÊ SABIA QUE LUIZ GONZAGA FOI CONVIDADO PARA TOCAR EM UM FESTIVAL HIPPIE? O festival foi pensado para ser uma espécie de Woodstock, mas o...
O Ano de 2022 marca o aniversário de 110 anos de Luiz Gonzaga, nosso eterno Rei. Este ano, de forma extraordinária, suas festividades, assim como o Dia Nacional do Forró, coincidirão com a Copa do Mundo de Futebol, no Qatar.Inclusive, em pleno 13 de dezembro, será disputada uma das semifinais do torneio.
Gonzaga, apesar dos poucos registros, sempre foi um apaixonado por futebol e, acredite, ele tinha uma relação bem intima com o esporte.
Esse foi um dos temas explanados pelo pesquisador de sua obra, Paulo Vanderley, em uma entrevista dada ao portal Globo Esporte.
Os times de Coração:
Santa Cruz, em Pernambuco. Inclusive, gostava muito de ver o time jogar no Arruda,
Botafogo, no Rio de Janeiro- Assim como Dominguinhos, se encantou com os dribles de Garrincha
Santos, em São Paulo- o amor dele pelo time cresceu com o surgimento do outro rei, o do futebol, Pelé.
Os times que nasceram em sua homenagem:
Os dois times que usaram seu nome eram de Exu, no sertão pernambucano.
Gonzagão Futebol Clube
Um foi criado em 1987 e teve o Rei do Baião como patrocinador. Com a sua morte, em 1989, o time também terminou.
O segundo time foi criado em 2015 e, este ano, disputa do Exuzão, o campeonato organizando pela prefeitura da cidade.
O futebol em suas músicas:
Como esquecer da canção ... “Siri jogando bola” e “Lá Vai a Pitomba”.
O Ano de 2022 marca o aniversário de 110 anos de Luiz Gonzaga, nosso eterno Rei. Este ano, de forma extraordinária, suas festividades, assi...
O último mês de julho foi muito especial para o Forró e, especialmente, para a vila de Itaúnas, localizada ao norte do Espírito Santo.
Além da ansiedade dos forrozeiros em desfrutar da verdadeira
meca do Forró, após dois anos fechada por conta da pandemia, produtores e
organizadores prepararam suas casas para uma semana muito especial.
Enquanto o Bar Forró tocava a 20ª edição do FENFIT, o Buraco
do Tatu estreava o festival Matrizes. Cada um com seu objetivo, mas ambos
valorizando o pé de serra.
A apreensão inicial, que era se a vila suportaria dois
festivais de Forró ao mesmo tempo, deu espaço a tranquilidade.
O EQM conversou com os organizadores do FENFIT e do Festival
Matrizes, respectivamente, Juliana Matos e Jefferson Loureiro e com os
produtores Will Santos e Fábio Madruga e todos avaliaram positivamente seus
eventos.
“Os 20 anos do Fenfit foi lindo. Uma programação de primeira linha do forró, artistas
renomados e bandas concorrentes bem-preparadas para o concurso! O público sempre
é bem satisfatório no Fenfit Bar forró, pois 20 anos não são 20 dias. Temos uma
história de respeito e admiração pelo forró! Sobre ter dois eventos na mesma
data, primeiro vem o respeito para com o mais antigo a qual já tem uma data
fixa e está no calendário de eventos Estadual e Municipal, tendo toda essa
pegada cultural. Segundo se houvesse respeito não inventariam festivais na
mesma data do maior evento de forró que perdura por 20 anos para confundir a
cabeça do forrozeiro.
Se houver respeito, todos ganham, as casas de shows, a vila
e principalmente os forrozeiros”, disse Juliana Matos, organizadora do FENFIT.
“Minha avaliação é totalmente positiva. Tivemos um público
muito bom, até um pouco acima da nossa expectativa. O evento teve uma
repercussão muito boa e na parte de organização foi muito elogiada pela galera
forrozeira. Eu acredito, com muita convicção, principalmente por causa do
asfalto, que Itaúnas comporta dois festivais. E quanto mais as casas
investirem, mais Itaúnas vai ganhando repercussão nacional e internacional”,
disse Jefferson Loureiro Vacari, organizador do festival Matrizes.
"Eu achei muito bom o trabalho que aconteceu em
Itaúnas. Teve público para todas as casas. O Forró tem um ecossistema, mas
também conversa muito bem com o público de “fora”, que vai na vila para curtir,
um público mais local. Foi interessante
que todas as casas abriram ao mesmo tempo, foi uma concorrência que fez com que
todos trabalhassem melhor em busca de público. E quem ganha com isso é o
forrozeiro, que está indo curtir aquele momento”, disse Fabio Madruga, um dos
produtores do festival Matrizes no Buraco do Tatu”.
“A Pluralidade é sempre válida para dar uma experiência
diferente ao forrozeiro que vem de diversos lugares do mundo. É importante que
tenha cada vez mais casas, mas o que é crucial, é a união entre as casas. Por
mais que tenham 8 mil pessoas na Vila, essa junção em fazer algo em harmonia,
com que os forrozeiros consigam usufruir, é muito importante. Quanto mais
pessoas, programação, músicos e mais ações culturais é importante, mas temos
que pensar na Vila como um conjunto só”, disse Will Santos, produtor do FENFIT
2022.
O último mês de julho foi muito especial para o Forró e, especialmente, para a vila de Itaúnas, localizada ao norte do Espírito Santo. A...
A 20ª edição do FENFIT, o maior festival de Forró do mundo, chegou ao fim, há algumas semanas. O grande campeão foi o pernambucano Ítallo Costa, que levou para casa o prêmio de R$ 5 mil, com a canção “Amor Próprio”.
O EQM conversou com o forrozeiro que conheceu este universo em 2008, quando começou a se interessar pela sanfona.
Confira o bate papo:
EQMescapuliu- Você já havia participado do FENFIT?
EQM- Conhece a cena do Forró Pé de Serra do sudeste? As informações chegam no Nordeste também?
Ítallo - Conheço a cena do Sudeste. Em 2014, eu fiz uma turnê com a cantora Iria Oliveira. Passei dois meses tocando em algumas casas. Neste período, fui à São Paulo também. As informações chegam através dos amigos, principalmente dos sanfoneiros, somos um grupo bem unido.
Viva o Forró!
A 20ª edição do FENFIT, o maior festival de Forró do mundo, chegou ao fim, há algumas semanas. O grande campeão foi o pernambucano Ítallo C...











.png)
.png)
.jpeg)


